Amigos, um exercício de criação instigante interessante curioso é o de escrever em lista. Alguém começa o poema, e o seguinte da lista faz a próxima linha/estrofe, e assim sucessivamente. Começo com:
O lugar continua lá
quinta-feira, 25 de junho de 2009
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Era lá que o trem parava. A velha plataforma que tantos e tantos abraços, beijos e lágrimas assistiu, hoje não é assistida por ninguém. O tempo passou e o trem não passa mais; só o tempo continua passando e, quanto mais ele passa, mais depauperada fica a velha estação.
ResponderExcluirDaqui posso ver as lágrimas. As suas.
ResponderExcluirA dor do abandono desenha uma paisagem quase bela.
E, como tudo nesta vida passa, as lágrimas também passaram. Secaram-se.
ResponderExcluirEntão, a velha plataforma só voltou a ser umedecida pelo orvalho das madrugadas e a água das chuvas que passaram a cair pelas telhas quebradas da cobertura da velha estação.
(dica: para acrescentar a sua participação, escreva como sendo um COMENTÁRIO. Vamos ai, pessoal, vamos fazer uma produção "multi-mão" na época da globalização)
ResponderExcluirSentada na plataforma Clarisse ouvia o trem que apitava a longe. Logo ele chegaria com todos os passageiros, e ela poderia rever seu amor.
ResponderExcluirO trem surgiu entre a névoa. Era o trem fantasma que alguns moradores diziam ter visto passar, mas que desaparecia num piscar de olhos.
Ela fazia parte destes passageiros, e esperava ansiosamente continuar sua viagem...
Ela viu a velha locomotiva a vapor chegar ofegante na estação. Havia terminado de subir a serra e aquela parada era mais que merecida. Quando a porta do único vagão de primeira classe se abriu ele surgiu, belo como nunca antes ela o havia visto.
ResponderExcluirEle desceu sorridente, com sua impecável elegância tomou-lhe a mão direita e, reverenciando-a, beijou-a. Ela sentiu o seu perfume discreto e percebeu que ele havia trocado de perfume. Por que será que teria feito isto, justo ele que era tão conservador?!
ResponderExcluirCom o braço direito ele enlaçou-a pela cintura e com a mão esquerda pegou sua pequena bagagem e levou-a para embarcar.
O vagão da primeira classe estava vazio. Mal haviam se sentado no amplo e confortável banco a locomotiva apitou e o trem partiu dentro da névoa que, quanto mais o trem andava, mais densa ficava.
Pelas janelas opacas não dava para se avistar a cidade, da mesma forma que da cidade não se avistava o trem fantasma. Apenas algumas pessoas conseguiam ouvir o seu barulho. Pontualmente, todos os dias ele passava naquela mesma hora, apitando em todos os lugares onde, há muito tempo atrás, haviam as porteiras.